Saboreio o adocicado brando da tua presença, tenho mais que a exasperada saudade, carrego mais da inteira distância e da pesada diferença de estados. Mais longe que os kilómetros, muito mais frio que esse fronteiriço espaço, são estas palavras que em desanimo escrevo, se sentires isto como sente o beija-flor, rir-te-ás, nesse caso também saberias de todos os tons e afonias das minhas palavras. Quem seria então quem escreve, se o que escreve não vê. Se sente adorna-se à beleza do seu firmamento e empalidecia o sentimento, mas que vento se o ar não sente, por mente em mente envio eu o meu puro retrato, do amor e do acto que justifica a minha razão. Em arábias ou pilarias sou eu o deambular do sonho e o reflexo do gesto apreendido, que não impele o tímido regresso, sim o mastro que o faz navegar, teima em conter o içá-la, libertá-la, serei eu o portageiro, já nem sei se lemeà-lo-ei ou se o entrego à maré e a ré será de quem o deter, talvez perder… Serei viver, enquanto sentir a maresia nos lábios e o gosto da sua nívea pele. Um dia saberei dignificar a grandeza do que sinto, mais do que a solidão dos dias oferecida à presença romanesca do teu eu, mas hoje, só por hoje, Amo-te mais que ontem e o amanhã deixá-lo-ei lá, para quando tiver os braços maiores e poder de o abraçar como hoje…
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Onde estás agora!
Saboreio o adocicado brando da tua presença, tenho mais que a exasperada saudade, carrego mais da inteira distância e da pesada diferença de estados. Mais longe que os kilómetros, muito mais frio que esse fronteiriço espaço, são estas palavras que em desanimo escrevo, se sentires isto como sente o beija-flor, rir-te-ás, nesse caso também saberias de todos os tons e afonias das minhas palavras. Quem seria então quem escreve, se o que escreve não vê. Se sente adorna-se à beleza do seu firmamento e empalidecia o sentimento, mas que vento se o ar não sente, por mente em mente envio eu o meu puro retrato, do amor e do acto que justifica a minha razão. Em arábias ou pilarias sou eu o deambular do sonho e o reflexo do gesto apreendido, que não impele o tímido regresso, sim o mastro que o faz navegar, teima em conter o içá-la, libertá-la, serei eu o portageiro, já nem sei se lemeà-lo-ei ou se o entrego à maré e a ré será de quem o deter, talvez perder… Serei viver, enquanto sentir a maresia nos lábios e o gosto da sua nívea pele. Um dia saberei dignificar a grandeza do que sinto, mais do que a solidão dos dias oferecida à presença romanesca do teu eu, mas hoje, só por hoje, Amo-te mais que ontem e o amanhã deixá-lo-ei lá, para quando tiver os braços maiores e poder de o abraçar como hoje…
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