terça-feira, 26 de agosto de 2008

O sabor do Nó

Ainda saboreio este amargo nó na garganta que reflecte o passado que hoje recinto, nada é tão seco e desgostável como esta fome sem alimento que ainda tento digerir.
Lembro-me do adocicado sabor da tua pele e desfaleço-me, sei que ninguém me fará sentir tanta falta como tu, o teu simples coração, o teu lindo cabelo e tudo o que em nós foi indomável, as loucuras, as paixões, os abraços, os amassos...tudo reprimido e perdoado pelo que és, pelas tuas asas, pela serenidade e pelo teu imenso amor ...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Por um momento

Por um momento entrego-me a ti e tudo o que me rodeia deixa de ter importância, olhar-te…, percorrer o contorno suave do teu rosto, sentir esse calor profundo que me aquece a alma e me enche o espírito, pego nas tuas mãos e aproximo-me mais um pouco e de novo persigo o teu olhar até o encontrar na direcção do meu, onde nos preenchemos num universo de outra parte…Paro e olho nos teus lindos olhos e sinto-me querer-te sem fim, quero entregar-me a ti sem medos e amar-te para lá de até onde a imaginação alcança. De lábios juntos á tua boca, espero e deleito-me uma vez mais na tua beleza, e sussurro no meu intimo “quão belo é o meu amor”, sinto no teu beijo um mar de encanto e o gosto sublime do teu afecto. De olhos fechados, deslizo as minhas mãos pela tua suave pele e abraço-te profundamente num tempo que não quero que acabe nunca…

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Terra de Ninguém

Reencontro me no reflexo da falésia, desta vermelha terra, e percebo que não serei mais um caminhante só, entrego-me ao embalo do vento que me leva por vales que em tempos temi, e consigo discernir que o que eu era coincidia com o que eu queria…Só os sonhos nos libertam do ego da posse, só o verdadeiro sentimento emana a plenitude a um corpo saciado com a felicidade circundante, nada nem ninguém, nos pertence, nem mesmo um coração partido pertencerá a alguém…

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reencontro com o passado

Hoje sei quem procuro ser
Desvendei-me quem sou
E por quem renasci
Reflicto as memórias que tento entender
Enfraqueço o desejo que me enganou
Agora que percebo o que vivi

Depois do erros e da queda
Das incompreensões dos momentos
Fico aqui, quieto e tranquilo
Percebo sim, que me dei á entrega
E que faz sentido esses tempos
Agora que consigo senti-lo