De manhã, sou o brando toque e o beijo macio que desperta o teu repouso…
Sou água morna, os pingos, as gotas que espalhas no rosto…
És o perfume amanhecido da madrugada,
a essência que me envolve,
o âmago, o intimo, a minha lotús amada…
Sou na rua o teu passeio, onde vagueias em paz,
o teu resguardo, uma muralha, um teu amparo
Sou para além do teu caminho,
um abraço,
sou vento que te fala, sou a chuva cantante,
um elo, um afago
Sinto no profundo meu e sei-te aqui ao lado…
O nosso amor, o meu ardor, um só amor
Sou tua sombra e o teu caminho estreito,
Ainda e para sempre
o teu conde desamparado
Na noite encosto ao teu cabelo o reflexo da Lua
Pelo perfil do gosto sabor dos teus caracóis
Deixo-me dormir,
Entrego-me nos teus braços, no quarto,
na noite minha e tua…
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Entrego-me...
Sonho com os dias em que não haverá barreiras que nos separem, que percorramos livremente o caminho do nosso coração, sem regras, sem espaço e tempo. Que reconheçamos que existimos para nos completar um ao outro, para nos partilharmos, para caminharmos juntos e juntos irradiarmos a preciosa vida que gerámos.
Sinto uma falta imensa desse teu calor, do abraço sentido no coração. Há um vazio em mim, que não consigo preencher, um espaço guardado que te pertence, um recanto que existe para ti e só para ti faz sentido a sua existência. Sinto-me a perder, a cair, esta dor que não sangra, abre-me o peito em lágrimas e desisto, por agora entrego-me…
Onde andas alma minha, meu reflexo, que te procuro nos lugares e nos altares
Não te sinto, nem te ouço, de manhã procuro-te, fico triste, passam horas, dias no dia e esta dor preenche-me, não consigo respirar, estou preso, nada me ouve, nada me responde, nada me diz nada, n encontro alegria, choro como nunca o fiz, como nunca imaginei ser possível á entrega. Ninguém acredita, estou só, muito mais do que um deserto, estou frio, escuro, só e só. Todos falam, tudo diz tudo e todos nada dizem. Cansado, entrego-me…
Sinto uma falta imensa desse teu calor, do abraço sentido no coração. Há um vazio em mim, que não consigo preencher, um espaço guardado que te pertence, um recanto que existe para ti e só para ti faz sentido a sua existência. Sinto-me a perder, a cair, esta dor que não sangra, abre-me o peito em lágrimas e desisto, por agora entrego-me…
Onde andas alma minha, meu reflexo, que te procuro nos lugares e nos altares
Não te sinto, nem te ouço, de manhã procuro-te, fico triste, passam horas, dias no dia e esta dor preenche-me, não consigo respirar, estou preso, nada me ouve, nada me responde, nada me diz nada, n encontro alegria, choro como nunca o fiz, como nunca imaginei ser possível á entrega. Ninguém acredita, estou só, muito mais do que um deserto, estou frio, escuro, só e só. Todos falam, tudo diz tudo e todos nada dizem. Cansado, entrego-me…
terça-feira, 26 de agosto de 2008
O sabor do Nó
Ainda saboreio este amargo nó na garganta que reflecte o passado que hoje recinto, nada é tão seco e desgostável como esta fome sem alimento que ainda tento digerir.
Lembro-me do adocicado sabor da tua pele e desfaleço-me, sei que ninguém me fará sentir tanta falta como tu, o teu simples coração, o teu lindo cabelo e tudo o que em nós foi indomável, as loucuras, as paixões, os abraços, os amassos...tudo reprimido e perdoado pelo que és, pelas tuas asas, pela serenidade e pelo teu imenso amor ...
Lembro-me do adocicado sabor da tua pele e desfaleço-me, sei que ninguém me fará sentir tanta falta como tu, o teu simples coração, o teu lindo cabelo e tudo o que em nós foi indomável, as loucuras, as paixões, os abraços, os amassos...tudo reprimido e perdoado pelo que és, pelas tuas asas, pela serenidade e pelo teu imenso amor ...
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Por um momento
Por um momento entrego-me a ti e tudo o que me rodeia deixa de ter importância, olhar-te…, percorrer o contorno suave do teu rosto, sentir esse calor profundo que me aquece a alma e me enche o espírito, pego nas tuas mãos e aproximo-me mais um pouco e de novo persigo o teu olhar até o encontrar na direcção do meu, onde nos preenchemos num universo de outra parte…Paro e olho nos teus lindos olhos e sinto-me querer-te sem fim, quero entregar-me a ti sem medos e amar-te para lá de até onde a imaginação alcança. De lábios juntos á tua boca, espero e deleito-me uma vez mais na tua beleza, e sussurro no meu intimo “quão belo é o meu amor”, sinto no teu beijo um mar de encanto e o gosto sublime do teu afecto. De olhos fechados, deslizo as minhas mãos pela tua suave pele e abraço-te profundamente num tempo que não quero que acabe nunca…
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Terra de Ninguém
Reencontro me no reflexo da falésia, desta vermelha terra, e percebo que não serei mais um caminhante só, entrego-me ao embalo do vento que me leva por vales que em tempos temi, e consigo discernir que o que eu era coincidia com o que eu queria…Só os sonhos nos libertam do ego da posse, só o verdadeiro sentimento emana a plenitude a um corpo saciado com a felicidade circundante, nada nem ninguém, nos pertence, nem mesmo um coração partido pertencerá a alguém…
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Reencontro com o passado
Hoje sei quem procuro ser
Desvendei-me quem sou
E por quem renasci
Reflicto as memórias que tento entender
Enfraqueço o desejo que me enganou
Agora que percebo o que vivi
Depois do erros e da queda
Das incompreensões dos momentos
Fico aqui, quieto e tranquilo
Percebo sim, que me dei á entrega
E que faz sentido esses tempos
Agora que consigo senti-lo
Desvendei-me quem sou
E por quem renasci
Reflicto as memórias que tento entender
Enfraqueço o desejo que me enganou
Agora que percebo o que vivi
Depois do erros e da queda
Das incompreensões dos momentos
Fico aqui, quieto e tranquilo
Percebo sim, que me dei á entrega
E que faz sentido esses tempos
Agora que consigo senti-lo
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