segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Entrego-me...

Sonho com os dias em que não haverá barreiras que nos separem, que percorramos livremente o caminho do nosso coração, sem regras, sem espaço e tempo. Que reconheçamos que existimos para nos completar um ao outro, para nos partilharmos, para caminharmos juntos e juntos irradiarmos a preciosa vida que gerámos.
Sinto uma falta imensa desse teu calor, do abraço sentido no coração. Há um vazio em mim, que não consigo preencher, um espaço guardado que te pertence, um recanto que existe para ti e só para ti faz sentido a sua existência. Sinto-me a perder, a cair, esta dor que não sangra, abre-me o peito em lágrimas e desisto, por agora entrego-me…

Onde andas alma minha, meu reflexo, que te procuro nos lugares e nos altares
Não te sinto, nem te ouço, de manhã procuro-te, fico triste, passam horas, dias no dia e esta dor preenche-me, não consigo respirar, estou preso, nada me ouve, nada me responde, nada me diz nada, n encontro alegria, choro como nunca o fiz, como nunca imaginei ser possível á entrega. Ninguém acredita, estou só, muito mais do que um deserto, estou frio, escuro, só e só. Todos falam, tudo diz tudo e todos nada dizem. Cansado, entrego-me…

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