Vem, fala de mansinho ao vento, traz me uma canção
Sem ensaio, nem rima precisa, eu sei como é perfeito
Chega-me do sussurro ouvido, o amor e a emoção
Alegro-me, consigo ouvir o teu dialecto, percebo a tua expressão
De noite não percebo quem fala, se rala quem diz
Não entendo se para mim é, porque é assim, ou se me quer
De dia é dor de não entender quem ralha, que falha se ouço
Então razão, onde está o que sei e a percepção de ouvir um qualquer
Falo e grito e não finjo aflito mas quero falar
Quem ouve nem sente, será deprimente ou não querem ouvir
Sei que ninguém sentiu, nem mesmo ouviu o que eu queria contar
Não sabem a língua e mingua a vontade de a quer repartir
Mas Ela conhece e ainda estremece o meu coração
Talvez porque fala e sente o que digo e o que lhe quero dizer
Juntos cantamos, embalados amamos, melodias de amor e paixão
Não há dialectos nem mesmo afectos que se comparem ao que eu digo ser…

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