quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amigo sem Tempo...

Vive o tempo que se perdeu, no céu que o viu crescer, é vento alegre, mansinho treme o véu do medo de não viver, sem fôlego, sem calma, corre para os braços do amor, da alma que espera e espera o Eros do sonho de criança. Correu, evoluiu, achou-se depois de tempos sem ventura e descrença, ele descobriu, quem viu o quê, vi eu que prometeu felicidade eterna e aliança para ele e sua Psiquê. Ele encontrou a resposta da pureza do sonho de menino, amar o seu amor num pacato lugar ao sol, valor, que valor este que esquecia toda a sua vida por este amor. Contou os segundos de distância, agora que decidiu alar, viver, abraçar o desejo da infância, agora no último fôlego sofrido é feliz e feliz é quem está consigo.
Não tive o tempo para lhe poder dar o que merecia, amigo, paz, alegria, será que sentia, seria amigo no pormenor e no gesto, no coração e no peito, oh dor que me turvas o dia, perdoa se não consegui abraçar, desculpa se não parecia…Assim foi o tempo que o vento levou, ainda gritou, ainda chorou, chorei, gritei, nada muda, sopra depressa, avessa passar do tempo, relento de tormento que agora assentou. Vi-te afortunado até à hora, ora, sim fi-lo, em pleno campo de batalha, que emoção, desesperado, caído profundo na aflição, meu Deus não permitiu, não ouviu, chorei, caí, entreguei… arranjaste só mais um amigo, para o saco sem fundo que levas na fivela, ela que defendeste, protegeste e honraste até ao fim, ruim rasgão, corte de arpão, levou-te a ti, sem Outono, sem aviso, mesmo assim.
Obrigado pelo que foste no curto tempo do momento, confiaste, alegraste e amigos assim, conto-os na destra os que vi. O valor, o amor do sonho partilhado, conheci alguém que procurou, caminhou e encontrou a chave do coração amado. Obrigado Amigo, pelos dias que passamos juntos, obrigado pelo elo, pela comunhão, vai à tua origem em paz, ficaste aqui pela grandeza, raro é a tua beleza de coração…Adeus amigo, adeus irmão.

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